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Dicere Aude

Ousa dizê-lo, ousa partilhá-lo! Não porque pretendo incendiar o mundo, mas porque pretendo deixar o meu coração incendiar-se.. e lentamente deixar fluir um pouco por palavras aquilo que me vai dentro, no pensamento e no coração! Escrever é isso!

Dicere Aude

Ousa dizê-lo, ousa partilhá-lo! Não porque pretendo incendiar o mundo, mas porque pretendo deixar o meu coração incendiar-se.. e lentamente deixar fluir um pouco por palavras aquilo que me vai dentro, no pensamento e no coração! Escrever é isso!

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Hoje é um dia carregado de sentimento histórico, um dia que todos deveriamos tirar para pensar no nosso passado, no nosso presente e no nosso futuro. Há 70 anos foi a liberação daquele que foi o maior campo de concentração da História - Auschwitzt . As reflexões que este tema me trazem são inúmeras, mas vou tentar partilhar algumas. Não sou especialista da II Guerra nem pretendo ser, mas é um tema que me interessa, e muito. Tendo vivido na Alemanha, visitado a Polónia, o museu de Anne Frank, em Amsterdão, e o memorial do Holocausto, em Paris, não posso deixar de dizer que sinto a história daqueles que sofreram de uma forma diferente do que quando apenas lia e estudava nos livros de História. Conheci alemães que viveram a Guerra na sua pele, contaram-me histórias de como passavam fome, de como lutavam para sobreviver. Conheci polacos da era da guerra e do comunismo, e ainda hoje se sente, especialmente nos mais velhos, um certo desprezo pelos alemãs e pelos russos. As marcas que a guerra deixou foram negras, e ainda não foram totalmente superadas. Eu quero e muito homenagear todas as vitimas deste passado negro. Queria poder dizer que isto ficou no passado, mas, infelizmente, as noticias que os jornais nos trazem não são as melhores. O neo-nazi desperta-se numa nova forma, o terrorismo atinge o seu auge, vivemos numa era de crise, no entanto continuamos a ser indiferentes. Indiferentes aos milhares de mal que ainda presenciamos em pleno século XXI. Crianças que continuam a morrer de fome, sem ter um teto decente onde dormir., pessoas que não podem ficar nas suas terras de origem, ou porque são obrigados a fugir devido às guerras civis ou porque a crise que veio os obriga a imigrarem. Se não ferimos e matamos com armas de fogo, ferimos e matamos com indiferença. Um dos testemunhos que presenciei no museu de Anne Frank foi que "deviamos continuar a educar para os valores da paz e do amor, e insistir nisso, queremos acreditar que isto (o Holacausto) nunca mais voltará a acontecer, mas é preciso cortar o mal pela raiz, porque tudo pode voltar a acontecer". Infelizmente a História se repete. O meu profundo pesar às vitimas do Holocausto e àqueles que ainda têm este trágico capítulo da nossa História nas suas memórias.